Divulgação Científica
Comunicação de conhecimento científico
Linepithema humile – formiga argentina
Originalmente das zonas subtropicais do sul da América, tornou-se uma espécie invasora de grande impacto a nível mundial, presente em 95 áreas geográficas. É caracterizada por um único nodulo de ligação, entre o toráx e o abdomen e pela falta de ferrão e deacidoporo (abertura que algumas formigas possuem onde acido fórmico é lançado). A rainha é maior que as obreiras e possui asas até acasalar, aí remove as mesmas. A formiga Argentina, é a mais
notória em todo mundo, como uma bem-sucedida invasora. Prefere climas húmidos, mas pode aparecer em bosques, zonas de cultivos, áreas urbanas e clima mediterrânico.
Ria Formosa
A Ria formosa faz parte de uma rede de áreas protegidas portuguesas, que foi criada em 1987 (PNRF) e classificada como zona Húmida. Estas zonas são ecossistemas de transição entre os ambientes aquáticos e os terrestres, encontrando-se entre os mais produtivos do mundo, revelando uma série de funções e valores insubstituíveis a nível global. Está localizada no sotavento algarvio, estendendo-se pelos concelhos de Loulé, Faro, Olhão, Tavira e Vila real de Santo António (abrange cerca de 18 400Hectares).
A sua importância na comunidade local (subsistência da população na obtenção de recursos marinhos e Turismo – fator económico) e na biodiversidade marinha é imensurável. A nível ecológico e ambiental representa vários papeis, como a de incubadora, para que espécies marinhas se possam desenvolver abrigando-se nas pradarias marinhas muito presentes neste tipo de ecossistema lagunar e Sapal, a de abrigo para espécies migratórias (aves) na época de invernada, albergando cerca de 20000 aves aquáticas, assumindo grande importância como local de reprodução de espécies que se encontram ameaçadas em grande parte da sua área de distribuição europeia, a qualidade das características ambientais e geográficas que permite a concentração de uma grande comunidade biológica, tanto de fauna e flora, sendo muitas destas endémicas da zona.
Caranguejo Azul
Nativa do Atlântico ocidental, a sua distribuição varia de Cod Cape (USA) até ao norte da Argentina, incluindo o golfo do México, ocupando grandes faixas costeiras. Frequentemente usam os estuários para completar o seu ciclo de vida sendo um invasor de sucesso deste tipo de ecossistema. Possuem carapaça larga e plana, tendo uma espicula proeminente de cada lado, na zona de maior largura, com dois dentes frontais amplos e triangulares no
centro, tendo um dente menor e bicudo de cada lado. Podemos sentir o seu impacto na Ria Formosa – Algarve, onde o crescimento da população tem vindo a ser exponencial.
Ilustração Científica
Um ilustrador científico é ensinado a analisar e estudar todas as características visíveis de uma espécie, sendo por vezes mais eficaz a evidenciá-las por desenho, que uma fotografia, já que pode realçar cada componente anatómica de uma só vez, sem nunca perder qualidade de imagem. Uma das vantagens da ilustração científica é que uma imagem não tem barreiras linguísticas e é muito mais fácil a compreensão de determinado tema, usando muito menos palavras. Atualmente com as tecnologias, temos uma variedade de opções a nível de design e ilustração que antes seria impossível (a era digital), pelo que o tradicional e o digital se fundem e proporcionam a melhor representação visual possível de uma espécie. Por esta razão ferramentas como a ilustração científica tornam-se imprescindíveis para fornecer uma base informativa quer a população quer aos investigadores, sobre a biodiversidade, ecossistemas e conservação da natureza.
Novas Espécies Marinhas do Algarve, é um projeto pioneiro, levado a
cabo por investigadores da Universidade do Algarve, nomeadamente do CCMAR, destaca a importância da monotorização e do conhecimento das espécies não nativas (invasores) no Algarve. Recorrendo a chamada ciência cidadã, este projeto possuiu uma base de dados importantíssima dos avistamentos das espécies não nativas na zona algarvia.
É através do conhecimento, que conseguimos entender, conservar e
proteger um ecossistema, daí ser essencial este tipo de investigações.
Podem encontrar toda a informação sobre este projeto no site:
A funcionar desde 2009 pela gestão da associação Aldeia, este centro de recuperação animal situado em Olhão, presta serviços imprescindíveis, na recuperação animal, já que possuiu instalações de tratamento (funciona como hospital de animais) de espécies selvagens, onde acompanha a sua evolução até a libertação na natureza, investigação, a sua equipa estuda e avalia as espécies, tal como as ameaças e o seu declínio e sua sensibilização ambiental, alertam para a necessitada da conservação da biodiversidade e a importância de conservação do ecossistema.
Consultem toda a informação em:
Não podíamos deixar de destacar o trabalho deste fotografo que temos a sorte de trabalhar. Com imagens impressionantes e de grande qualidade Diogo Santos, entrega um serviço personalizado e focado nas necessidades de cada cliente e projeto. Sem dúvida um profissional de qualidade.
Para conhecer o trabalho deste fotografo podem consultar a pagina:
